domingo, 2 de outubro de 2011

DIABETES



   Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características.
    O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.

SINAIS E SINTOMAS DA DIABETE


Os sintomas do aumento da glicemia são: 
 
sede excessiva
aumento do volume da urina,
aumento do número de micções
surgimento do hábito de urinar à noite
fadiga, fraqueza, tonturas
visão borrada
aumento de apetite
perda de peso.
Estes sintomas tendem a se agravar progressivamente e podem levar a complicações severas que são a cetoacidose diabética (no DM tipo I) e o coma hiperosmolar (no DM tipo II).

FORMAS CLÍNICAS DE DIABETES


Diabetes Mellitus tipo I:
Ocasionado pela destruição  da célula beta do pâncreas,  em geral por decorrência de  doença auto-imune,  levando a deficiência  absoluta de insulina.No DM tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta). Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico, anticorpo anti-ilhota pancreática e anticorpos anti-insulina). 
Diabetes Mellitus tipo II:Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção.
No DM tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.
Outras formas de Diabetes Mellitus:quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.
Nos pacientes com outras formas de DM, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.
Diabetes Gestacional:
Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.

ORIENTAÇÃO DO PÉ DIABÉTICO



  O pé diabético é um termo muito utilizado na prática médica diária e traduz sucintamente alterações que ocorrem nos pés decorrentes de complicações do diabetes mellitus: a neuropatia diabética (alterações nos nervos periféricos), .problemas circulatórios (micro e macroangiopatia diabética) e a infecção. O menor fluxo sangüíneo, a formação de feridas que se infeccionam e de difícil cicatrização (úlceraspacientes de perna) podem levar à gangrena. As complicações nos pés dos pacientes diabéticos são responsáveis por cerca de 25% das internações hospitalares. 

COMPLICAÇÕES NO PACIENTE DIABÉTICO




   O excesso de glicose no sangue provoca danos nos vasos sanguíneos, causando sérios problemas. Como nos olhos - onde alterações vasculares na região dos mesmos podem provocar pequenos vazamentos e lesões na retina (retinopatia diabética), podendo levar até a cegueira. Os problemas cardiovasculares - a alta taxa de glicose facilita o aparecimento de inflamações e o acúmulo de gordura que entopem as artérias. Provocando infartos e derrames. Impotência - a má circulação de sangue no pênis, provocada por inflamação dos vasos sanguíneos, causam problemas de ereção. Insuficiência renal - o funcionamento dos rins é comprometido devido a má circulação, podendo chegar a falência renal, sendo necessário a diálise e em casos mais extremos o transplante. Amputação de membros inferiores - queda na irrigação sanguínea e lesões nos vasos provocam feridas e úlceras de difícil cicatrização, que podem levar a amputação. 


ORIENTAÇÃO DOS FATORES DE RISCO EM PACIENTES DIABÉTICOS



Os principais fatores de risco para o diabetes são:
§ Obesidade (>120% peso ideal ou índice de massa corporal Ž 25kg/m2);
§ História familiar de diabetes em parentes de 1° grau;
§ Diabetes gestacional.
§ Hipertensão arterial sistêmica;
§ Colesterol HDL abaixo de 35mg/dl e/ou triglicerídeos acima de 250mg/dl;
§ Alterações prévias da regulação da glicose.

TRATAMENTO PARA PACIENTES DIABÉTICOS


   A diabetes  é uma doença crônica, sem cura por tratamentos convencionais, e sua ênfase médica deve ser necessariamente em evitar/administrar problemas possivelmente relacionados à diabetes, a longo ou curto prazo. O tratamento é baseado em cinco conceitos:
·             Conscientização e educação do paciente, sem a qual não existe aderência.
·             Alimentação e dieta adequada para cada tipo de diabetes e para o perfil do paciente.
·             Vida ativa, mais do que simplesmente exercícios.
·             Medicamentos:
·             Monitoração dos níveis de glicose e hemoglobina glicada.
   É extremamente importante a educação do paciente, o acompanhamento de sua dieta, exercícios físicos, monitoração própria de seus níveis de glicose, com o objetivo de manter os níveis de glicose a longo e curto prazo adequados. Um controle cuidadoso é necessário para reduzir os riscos das complicações a longo prazo.